Já que trocamos nossos carros, computadores e aparelhos celulares, porque não trocar também a versão do nosso software de CRM?

Mesmo uma versão de software de CRM passa pelas etapas normais de concepção, definição, produção, operação e obsolescência, quando dá lugar a algo mais novo, mais poderoso, mais irresistível e possivelmente mais econômico na linha do tempo. Estamos falando do ciclo de vida das versões de software CRM e suas implicações no dia-a-dia.

Todo o negócio busca modos de aumentar suas receitas futuras, maximizando o lucro das vendas de produtos e serviços. É neste contexto que as novas versões de software CRM vão sendo anunciadas. Tenho percebido ciclos de vida de versão cada vez mais curtos, em torno de 3 anos, e quando isso não é possível, empresas com menor poder de investimento buscam revitalizar suas versões de mercado através da diferenciação e da segmentação de públicos compradores.

Migramos nossas versões de software CRM de forma espontânea, pois estamos em busca de novas funcionalidades e diferenciais competitivos ou então pela força dos prazos de validade, alto custo de propriedade e suporte às antigas versões de mercado.

A decisão da migração costuma não ser confortável para nenhum dos grupos anteriores. Para aqueles vanguardistas, vem o desafio de versões ainda não tão testadas e “estáveis” em campo, além da mão de obra mais escassa e, por conseguinte, mais cara. Para os retardatários o tempo passou, e com ele os benefícios do diferencial competitivo oferecidos por versões de produto mais modernas e, o mais curioso de tudo, estes também viverão o drama da mão de obra mais escassa e, por conseguinte, mais cara. Desta forma sobra aquela máxima que diz: “não seja o primeiro, mas também não seja o último”.

Para os que vão migrar suas versões de software CRM cabe um alerta: as coisas podem não ser tão simples quanto foi imaginado. Entre os principais fatores de complexidade estão as personalizações excessivas feitas na versão atual, em especial aquelas não suportadas pelo fabricante em sua nova versão. A revisão de capacidade de hardware, infraestrutura e softwares de base para receber a nova versão, normalmente mais encorpada funcionalmente e com padrões tecnológicos mais exigentes. Adicionalmente, não podemos esquecer os aspectos de re-treinamento das equipes usuárias.

Em alguns casos a pouca simplicidade e a ausência de automação no processo de migração de versão leva a empresa a considerar a hipótese de troca da plataforma tecnológica, em outras palavras, a busca por outro fornecedor no mercado e o início da implantação de um outro software CRM. Esta ameaça aos fornecedores e os ciclos de inovação cada vez mais curtos na tecnologia, tem feito com que os mais bem capitalizados aprimorem seus softwares e métodos de migração, garantido processo cada vez mais rápidos, baratos e confiáveis para seus clientes.

Imagino no futuro um processo migratório de versões de software CRM parecido com o nosso processo de envelhecimento às avessas, tipo “o curioso caso de Benjamin Button”, sem grandes rupturas as coisas vão acontecendo e nosso software mudando para melhor! Já pensou?